A Cardios, referência na fabricação de holters e sistemas de análise de atividade cardíaca, foi adquirida pela Halma em 2017. Desde então, ela tem sido desafiada pela holding a repensar seu modelo de negócio de uma forma que utilize a grande massa de dados coletada pela empresa ao longo dos últimos 30 anos.
A Echos foi contratada para ajudar eles a pensar novas oportunidades de serviços e experiências que se beneficiassem dessa enorme quantidade de informações coletadas ao longo de décadas e quebrassem o paradigma hardware-first cultivado na empresa desde sua fundação.
O resultado inicial do projeto foram duas ideias de novos serviços e o redesenho de um antigo.
No entanto, após uma primeira rodada de testes, entendemos, junto à Cardios, que o potencial destas três frentes só seria totalmente explorado com uma revisão da forma como o diário dos pacientes é feito.

O diário dos pacientes é tão (ou, em alguns, casos até mais) importante importante para o médico responsável por laudar o exame quanto o resultado do holter.
No entanto, uma série de fricções e a falta de gatilhos ao longo do período de uso do holter fazem com que a gigante maioria dos pacientes não escreva uma entrada sequer no caderninho.
Estas informações, que envolvem desde hábitos alimentares a atividades físicas, é essencial para criar parâmetros na hora de analisar os batimentos cardíacos e correlacionar eventuais anomalias com algum fator externo.
Tendo isso em mente, resolvemos redesenhar a experiência física do holter. Ao invés do aparelho pendurado na cintura, jogamos a medição para um smartwatch no qual o usuário consegue anotar, em 4 categorias diferentes, o seu dia a dia.

Para a Cardios, isso gera, além de algoritmos mais precisos e mais insumos para os médicos trabalharem, uma massa ainda maior e inédita de dados para serem cruzados com as informações originais.

Para os médicos, o impacto é ainda mais importante, como percebido na rodada final de testes.
Através do registro de hábitos alimentares, de exercício, de medicação e descanso, geramos para os cardiologistas responsáveis uma foto infinitamente mais precisa do estado de saúde do paciente, trazemos informações nunca antes obtidas e permitimos a eles identificar quais agentes externos estão causando possíveis arritmias e outros problemas graves no coração.
Processo
O ponto de partida do projeto foi uma imersão através de cerca de 15 entrevistas com representantes de áreas estratégicas e stakeholders externos, como diretores de laboratórios de exames e cardiologistas.
Em seguida, apresentamos esse material e, em conjunto com a equipe core da Cardios (CEO, CTO, Diretores e time de venda) geramos algumas hipóteses sobre a proposta de valor dos produtos Cardios e possíveis usos da grande massa de dados produzida pela empresa anualmente.
Essa exploração resultou em 4 protótipos, que foram levados de volta para diferentes stakeholders em busca de insights a pontos-de-vista sobre as hipóteses geradas.
Esse processo resultou em um ecossistema de soluções que facilitam pacientes a imputarem informações valiosas sobre seus hábitos de saúde e, como consequência, ajuda técnicos e médicos a fornecerem um diagnóstico mais preciso e indicarem um tratamento mais adequado.
Para compartilhar os aprendizados e insights surgidos na etapa de pesquisa,
geramos 4 boards, cada um sobre um tema diferente: Estratégia, Mercado, Ciência e Dados.

Geramos também um mapa em uma sobre possíveis aplicações e parceiros, sinais fracos etendências percebidas
na interseção de Big Data e Saúde

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